Hoje a turma da professora Elizabeth foi ao laboratório para fazermos atividades de multiplicação. A turminha se saiu muito bem nas atividades, estão todos de parabéns. Confira as fotos!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O 2° ano esteve hoje no laboratório!
Hoje a turma da professora Elizabeth foi ao laboratório para fazermos atividades de multiplicação. A turminha se saiu muito bem nas atividades, estão todos de parabéns. Confira as fotos!
Aula de Matemática com a 4ª série
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Laboratório de cara nova.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Dicas de Volta as Aulas.
Como estudar: as 12 dicas do Efetividade.net para se dar melhor nas aulas
1.Encontre o ambiente certo para estudar: dentro das suas limitações, encontre um lugar sem ruídos externos, sem tentações que o distraiam, com os recursos necessários, e com espaço suficiente para espalhar seu material. Procure estudar sempre no mesmo local – o cérebro é uma máquina associativa, e se ele associar o ambiente ao ato de estudar, produzir e reter informações, você só tem a ganhar.
2.Experimente ouvir música: a música ajuda a cancelar ruídos externos, e para algumas pessoas pode ajudar na memorização – ao associar os conceitos com a música que estava tocando na hora, o cérebro pode recuperar a informação a partir deste mesmo estímulo. Se isto funcionar para você, saiba que não existe um estilo musical “certo”: uns preferem Bach, outros preferem Chico Buarque. Estudei para muitas provas ouvindo Nirvana ou com o rádio sintonizado em alguma emissora especializada em “música de sala de espera”, e conseguia “puxar” conceitos na hora da prova ao tentar lembrar das músicas que tocaram enquanto eu estudava.
3.Acorde cedo: Acostume-se a acordar mais cedo e tenha mais tempo para realizar seus compromissos.
4.Tenha uma agenda: não importa a tecnologia. Pode ser um caderno simples, uma agenda de papel, um Palm, a lista de compromissos do seu celular, ou o que quer que funcione para você. O importante é que você não esqueça dos prazos de seus compromissos escolares importantes.
5.Tome notas à mão: escrita não é sinônimo de edição de texto. Tenha um bloco ou caderno para anotações livres, acostume-se a anotar nele os conceitos interessantes, e coloque data, título e matéria no topo de cada página. Não arranque páginas deste caderno. A escrita manual, e simultânea ao momento em que você adquiriu o conhecimento, pode ser um poderoso estímulo à memorização imediata e definitiva dos conceitos.
6.Passe a limpo suas anotações: escrever no mesmo dia, ou no dia seguinte, pela segunda vez (e preferencialmente à mão), os mesmos conceitos, organizando-os, analisando e sintetizando, é rápido e pode valer por horas de estudo na véspera da prova.
7.“Quem não sabe, ensina”: faça como os profissionais: ensine para aprender. Após ter estudado, encontre algum colega que entenda menos do que você sobre o assunto da prova, e procure explicar a ele alguns dos conceitos básicos. Organizar mentalmente o assunto, verbalizá-lo, vocalizá-lo e ouvir o feedback do colega são atividades que ajudam a solidificar os fundamentos do seu próprio conhecimento, a correlacioná-los, e até a identificar os pontos que você precisa revisar. E ainda por cima pode ajudar o colega.
8.Cuide da associatividade: procure sempre encontrar padrões e pontos em comum entre cada um dos tópicos do seu estudo, e associe-os a imagens claras e vívidas. Se você fizer estes relacionamentos, fica mais fácil relembrar cada um dos tópicos, pois você pode seguir a cadeia de ligações.
9.Não force: Estudar apenas na véspera, ou passar a noite estudando, são maneiras ineficientes de tentar reter a informação. Você pode ir melhor na prova, estudando menos horas, se fizer força para entender os conceitos durante as aulas, e procurar memorizá-los logo após aprender, e não apenas na véspera dos prazos-limite.
10.Não confunda material e aprendizado: aprender é algo que acontece dentro da sua cabeça, e não nas folhas do caderno. Rabisque, rasure, faça o que for necessário para entender e registrar os conceitos. Não adianta ter 16 canetas diferentes e o caderno mais completo da turma, se você não entender o que está escrito, ou se apenas copiar algo que não compreendeu.
11.Faça o que tem que ser feito: se você adiar, vai ter de fazer do mesmo jeito e com mais pressa, ou não vai conseguir completar o curso. Saiba quais são suas obrigações, e planeje seu cumprimento para poder fazer tudo com menos esforço. Deixar para a última hora torna o trabalho mais difícil e arriscado. “Just do it”, “Keep walking” e outros slogans de produtos famosos são bons resumos para o que você precisa fazer se quiser alcançar os melhores resultados.
12.Lembre-se por que você está estudando: se você não está ali por opção, não encontrará motivação para ir bem. É provável que o ambiente escolar não esteja sempre a seu favor. Mesmo assim, lembre-se dos motivos pelos quais você está estudando, e avance na direção dos seus objetivos.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
O Gato Xadrez
“Gato xadrez
por Dante Sasso
Era uma vez um gato xadrez. Quer que eu te conte outra vez? Pois bem. Pra começar: era sim um gato xadrez. E não me surpreendi, pois embora improvável, sempre imaginei que um gato xadrez pudesse vir a existir. Laura ria, mas eu não me importava. Estava sentado na praça ao lado do Colégio Rosário, na borda de mármore do chafariz. Eu, não o gato. O gato atravessou a Avenida Independência (sinal vermelho) com um ar de quem nem imagina o que é um automóvel. E cruzou por mim sorrindo. Como o gato da história de Alice, Cheshire Cat. Só que aquele é amarelo com listras pretas. Este era um gato xadrez. E por xadrez entenda-se não aqueles extravagantes padrões dos clãs escoceses. Era um xadrez no sentido exato da palavra: como um tabuleiro de jogo de xadrez. Um gato com quadradinhos brancos e quadradinhos pretos. Sorrindo.
Ah, queria só ver a cara da Laura. Não. Não queria ver Laura. Eu tinha acordado de mau humor após mais uma noite de amor e ódio com ela. E saí de manhã bem cedo só com uma camiseta de mangas compridas e brancas. Calor, arregaçava as mangas. Frio, cobria os braços. Passei um dia inteiro de agosto na praça pensando em tudo-menos-Laura. E estava com os braços cobertos quando ele passou. O gato xadrez. E naquela monotonia de dia inteiro sem fazer nada, esperando o sol morrer lá atrás da Santa Casa, quando ele já não esquenta mais, resolvi seguir o gato. Difícil. Ele não olhou uma vez sequer para trás, mas sabia que era seguido. E a dificuldade em segui-lo não estava em alguma tentativa de fugir, mas na tranqüilidade que demonstrava. Cruzava todos os sinais vermelhos. Um pulinho, asfalto, outro pulinho. Eu atrás. Eu e uma centena de olhos - que maluco seguiria pelas ruas um gato? - um gato xadrez?
Foi indo devagar, andar-de-gato, pisando firme na frieza cinza da calçada. Eu já estava cansado, mas aquela perseguição esquentava meu corpo enquanto driblávamos as movimentadas ruas do Centro. Salgado Filho, Doutor Flores, Andradas. Andradas! O gato xadrez dirigia-se à Usina, onde eu havia marcado um encontro com Laura, e onde eu já desistira de ir para segui-lo. Se fosse algum tempo antes de Laura me encher com suas dúvidas, eu tomaria aquele gato e o chamaria de Lauro, talvez (na verdade eu gostava dela). Mas um nome é um acontecimento, já dizia Huckel. E fiquei observando o gato com a idéia fixa de escolher um nome. Scott. Poe. Dante. Byron. Goethe, vem cá, bichano. Laura. Encostada na parede da Usina, em frente à chaminé. Aproximei-me, acompanhando o gato xadrez com os olhos, mas ele já sumia em direção à margem do Guaíba.
- Tu não me amas.
Ouvi aquilo todo o caminho de volta. Nem pensei em contá-la que enfim eu vira um gato xadrez. Por onde andaria? Talvez esgueirando-se nas sombras da lua já alta, fugindo de mendigos esfomeados. Deixei Laura na porta de casa, na rua Barros Cassal e, sem dizer adeus, ela repetiu seu texto:
- Tu não me amas.
- É verdade. Eu não te amo. (Que homem amaria uma mulher que não acredita em um gato xadrez?)
No caminho para casa avistei novamente o gato atravessando a Avenida Independência (sinal vermelho), desta vez no sentido inverso. Peguei-o e trouxe-o para casa. Aliás, naquela noite eu peguei um gato e um resfriado. Bem, na verdade, no dia seguinte pela manhã, em outro gélido dia de agosto, me fugiu apenas o gato xadrez. Atchim! Quer que eu te conte outra vez?”
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